terça-feira, 13 de outubro de 2026

Nas tempestades de nossas vidas

"Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações. Salmo 107:6, 13, 19, 28"



 Marco Antônio de Morais Alcantara

A Bíblia nos revela em diversas partes que Deus é o nosso guardião, protetor e sustentador. No Salmo 90:1 nós vemos uma declaração de que “Deus é o nosso refúgio de geração em geração”, cujo conhecimento vem sendo ensinado de pais para filhos; no Salmo 127:1 o salmista diz que “Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”, nos dando a entender que a nossa defesa é inútil e insuficiente se Deus não fizer a parte Dele. Ainda no salmo 121 o salmista diz: “O Senhor é que te guarda”, quando se trata de uma trajetória difícil e incerta, e nos descansamos nestas promessas.

Deus pode nos guardar das fatalidades, da ação do homem, das doenças e do maligno, e de qualquer outra coisa.

Tudo o que somos é pela sua imensa graça, e não por obras nossas e méritos alcançados.


Não porque nós somos bons.


Todavia nos podemos nos esquecer da nossa dependência de Deus, e achar que tudo o que temos e somos foram alcançados pelos nossos esforços, ou pela nossa consagração, e que são privilégios vitalícios, sem esta linha que os alimentam.


De fato, quando consagramos a nossa vida a Cristo, somos Dele, propriedade Dele, e certamente tudo o que nos toca também tocará no coração de Deus. Mas no Salmo 30, nós vemos uma declaração do salmista onde ele diz: “Enquanto fizeste permanecer forte a minha morada, por sua graça, achei que nunca seria abalado; mas bastaste que tu viraste o seu rosto, fiquei logo conturbado”.


A Bíblia não nos promete uma vida isenta de sofrimentos. Quando observamos a vida de diversos homens e mulheres de Deus, nós encontramos vários tipos de tribulações vividas, causadas tanto por fatores alheios à vontade deles, como por motivos relacionados às suas atitudes.


Jesus Cristo nos advertiu de que : “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).


Tribulações podem nos advir por causa de enfermidades, de decisões erradas, de erros por estimativas erradas sobre algo, e tudo nos faz perder a nossa paz.


Mas o nosso conforto é que tudo o que nos acontece passa pelo consentimento de Deus, ao qual, entregamos a nossa vida.


Podemos também dizer que os motivos de nossa tribulação podem ser resultados tanto de nossas imperfeições como de nossas falhas e até mesmo de pecados.


Normalmente as tribulações e aflições são motivos de grandes provações em nossa vida espiritual, em razão das atitudes que podemos tomar.


Uma das atitudes é a de culpar a Deus, pelo que aconteceu conosco.


Cremos que Ele é onisciente e soberano, e que poderia ter intervido de alguma forma para que tudo fosse evitado.


Neste sentido, vamos considerar que Deus é juiz soberano e capaz de julgar todo tipo de coisa. Se Ele permitiu certamente Ele sabe o que está fazendo. Certamente Ele nos olhará com vigilância sob os seus cuidados dentro do caminho em que estaremos passando.


Nem todo sofrimento é decorrente do pecado. Um exemplo disso é o caso de José, quando no Egito ele foi preso porque ele se recusou a participar das propostas amorosas de mulher de Potifar, o seu senhor, e em primeiro lugar de pecar contra Deus (Gênesis 39).


Mas, pode acontecer de cometermos pecados, e de sofrer as consequências antagônicas daquilo que fizemos. Isto cria culpa, tristeza, desânimo e até nos afastamos de Deus. Mas, embora Deus possa nos disciplinar, conhece a nossa estrutura, sabe de que nós somos pó (Salmo 103:14). Ele não nos trata segundo os nossas pecados, e não nos retribui conforme as nossas iniquidades (Salmo 103:10). Como um pai, Ele se compadece dos seus filhos (Salmo 103:14), e como o oriente é distante do ocidente, Ele afasta de nós as nossas transgressões (Salmo 103:13).


Lembremos de que o amor de Deus é tão grande, assim como é a sua fidelidade. Ele não nos abandona por causa das nossas falhas, e a cada manhã as suas misericórdias se renovam. E a vida é destinada a continuar.


Como diz o texto, “Se somos infiéis, Ele permanece fiel” (II Timóteo 2:13).


Portanto, que possamos manter a nossa confiança em Deus, permanentemente, não hesitemos de buscar a Deus, crer em Deus, naquilo que Ele nos apresenta em sua palavra, acerca da sua bondade e misericórdia para conosco, fidelidade e poder que opera em nosso favor.





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