sábado, 7 de fevereiro de 2026

Como o mundo compreende a justiça e a santidade de Deus...

 "Quem guiou o Espírito do Senhor? Ou, como seu conselheiro, o ensinou? Com quem tomou Ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho do entendimento? Isaías 40: 13,14"

Marco Antônio de Morais Alcantara

Talvez um dos conceitos que é presente na sociedade acerca de Deus é que Ele seja uma espécie de paladino da justiça, ou de um mitigador de nossas ações, e ainda o responsabilizamos quando supomos que Ele, aparentemente, se mantém inerte. Alguns até o negam, por achar que...se existe um Deus, o mundo não deveria passar por tantos horrores, e injustiças que são causadas pelo homem.

Queremos ver um Deus correto aos nossos próprios olhos. Colocamos Deus em julgamento a todos os dias...porém, quem somos nós para julgarmos a Deus, e balizar os seus atos... basta ver quais são as nossas ações.

Dizer que podemos saber o que é o certo e o que é o errado, e julgarmos nós a Deus, é errôneo, somente Ele pode julgar ou arbitrar sobre o certo e o errado.

Vejamos alguns depoimentos, de alguns que, nas suas experiências julgaram acerca de Deus e do seu caráter.

Não obrigatoriamente em ordem cronológica. Nós podemos citar o exemplo de Jó.

Jó padeceu de doenças e perdas, foi tido como castigado de Deus por ter cometido pecados...a sua justiça era evidente a todos, e ele tinha a consciência de não ter cometido pecado. Contudo, mesmo diante da sua situação exposta, ele não pecou contra Deus, e ainda, não encontrou a sua libertação em sua justiça pessoal, senão que, havia um redentor, que o redimiria, e que por fim se levantaria sobre a Terra (Jó 19:25-27).

Um outro tipo de exemplo a ser citado são os dos salmistas, onde Davi aparece em grande número dos salmos. De modo geral, neste tipo de abordagem, ele se mostra injustiçado, mas clama pela justiça que vem de Deus, e reconhece os seus erros, e diz que Deus é santo. No versículo Salmo 118:18 o salmista diz que o “Senhor o castigou severamente mas livrou a sua alma da morte”.

Em um exemplo extremo temos o caso dos dois malfeitores que foram crucificados juntos com Jesus no calvário. Muitos o escarneciam enquanto ele padecia na cruz, dizendo: Salva-te a ti mesmo. Os evangelhos de Mateus, Marcos considerem que os dois malfeitores também zombavam de Jesus, dizendo: Salva-te a ti mesmo e a nós também; porém, no evangelho de Lucas, o texto diz que um deles chamou repreendeu o seu companheiro, dizendo: "Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez" (Lucas 23:39-41). Ainda, este homem recebeu a graça de Jesus. 

 

Um depoimento sobre alguém que se salvou por meio da justiça de Deus

Um exemplo é dado pela mulher que foi flagrada em adultério, conforme relatado em João 8: 1-11. A lei dizia que ela devia ser apedrejada. Ela estava sob o poder dos homens, que a levaram até Jesus com o fim de colocá-lo à prova, para poder desmoralizá-lo perante a lei judaica e pela sua doutrina. Mas Jesus simplesmente lhe salvou, dizendo a conhecida expressão, de que “quem não tiver cometido pecado, seja o primeiro a lhe atirar a pedra”. Vendo cada um a incapacidade diante de tal ação, foram se retirando um por um.

Aquele que poderia ter o direito de atirar a primeira pedra não o fez, e nem o faria. Mas a perdoou.   

Acho que esta história tem muita a dizer para conosco.   


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