domingo, 4 de março de 2018

ENCONTRANDO A PAZ COM DEUS


“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”

Marco Antônio de Morais Alcantara

A Bíblia diz em Romanos 5:1:

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”

Se você for perguntar para alguém sobre o que é a paz, você provavelmente deverá ouvir que é uma atitude de espírito de um indivíduo para com os outros, a harmonia nos relacionamentos, ou a ausência de um espírito bélico, inclusive, isto quando se pensa na paz mundial; e em suma, a ausência de conflitos.

Podemos pensar na paz social, mundial, e individual tanto para com os outros como para consigo mesmo. A ausência de problemas mau resolvidos.

Quanto à paz com Deus, o que levaria a pensar nisso?  Deus é pai, é criador...e porque eu não teria paz com ele?

Se formos olhar para as circunstâncias, observamos que Deus faz o Sol nascer sobre maus e bons, e vir a chuva sobre justos e injustos (Mateus 5:45), e as intempéries da vida não selecionam os que cultuam a Deus e os que não o cultuam (Eclesiastes 9:2).

Contrariamente à paz social, humana, esta paz representa um status permanente, e não uma situação momentânea.

Em minha experiência pessoal, eu me recordo da minha infância. Como alguns, fui criado em um lar tradicionalmente evangélico. O meu dia preferido era a segunda feira, por que era o dia mais longe para o domingo seguinte. Tudo do conteúdo cristão representava a lei para comigo. Em 1969 quando o homem pisaria na lua pela primeira vez, diziam que o mundo iria acabar nesse dia. Quando assisti pela televisão, ainda em preto e branco, e vi que o homem pisou na lua, e nada aconteceu, eu senti um alívio.

Embora eu fosse ainda uma criança, eu tinha a noção moral sobre o problema do pecado. Os nossos pecados nos trazem separação para com Deus. Como diz em Romanos 3:16, “Pois todos pecaram, e carecem da glória de Deus”.

Mais tarde, quando eu entendi que Jesus Cristo veio ao mundo para pagar o preço do perdão para os nossos pecados, eu o aceitei como o meu salvador pessoal, e lhe entreguei a minha vida. Como diz em Romanos 6:23, “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Senti então a reconciliação com Deus. A paz com Deus. Algo que eu não conhecia. Aliás, o versículo 10 de Romanos 5 nos diz que, “...quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu filho”.

Esta paz está disponível pela fé, e acessível a todo o que crê, sem acepção de pessoas.

Esta justificação é atribuída pelos méritos de Cristo. Jesus foi o “segundo Adão”, conforme as Escrituras. Se por Adão entrou o pecado no mundo, por Jesus Cristo abriu-se o caminho para a cura do pecado (Romanos 5:12-21). A lei foi cumprida em Cristo, e a lei moral passa a ser escrita no coração de todo o que nele crê.

Mas, esta paz não implica em ausência de lutas. É uma trajetória, não para validar a justificação, pois ela é atribuída ao homem pelos méritos de Cristo, mas para se cumprir em nós o que é esperado.

Como diz em Romanos 5:2, através de Jesus Cristo, que nos dá a paz, obtivemos acesso à esperança da glória de Deus, e, em seguida, em Romanos 5:2, fala-se em tribulações, e ainda, da que da tribulação vem a perseverança. E no versículo seguinte, a perseverança produz a experiência, e da experiência finalmente vem a esperança.

Alguns diriam que a vida cristã é como uma bicicleta...se parar ela cai.  Mas, olhando para frente, e prosseguindo (pela fé), ela não irá parar. A lei e a graça são coisas diferentes. A lei nos condena, e a graça nos sustenta, pela operação divina em nossos corações.

Paz, e esperança. Duas palavras tão remarcadas nos dias de hoje! A importância da paz já foi discutida, e quanto à esperança, ela anda junta. Difícil estar sob uma circunstância onde não existe mais a esperança...

Como diz o texto bíblico, das tribulações vem a perseverança, e com ela a experiência.

O que te poderia abalar? Existe um discurso por aí que “você não deve olhar para o tamanho do seu problema, mas mostrar o tamanho do seu Deus para o seu problema”. Mas a questão seguinte é: você conhece o teu Deus? O que você sabe sobre o seu caráter, ou sobre a sua misericórdia? Será que tudo depende de eu ser bonzinho? Ou será que Ele tem caprichos?

A Bíblia fala que Deus provou o seu amor para conosco quando éramos ainda pecadores (Romanos 5:8). A meritocracia cristã cai por terra aqui.

Se a paz não depende da ausência de problemas, como disse Jesus aos seus discípulos: “Estas coisas tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).

Se olharmos para a paz apenas com base nas nossas condições temporárias e terrenas, teremos uma motivação errada, e estaremos sujeitos a fracassar na primeira esquina, mas, se olharmos para o invisível, poderemos dizer que a nossa trajetória tem um propósito, e que os planos de Deus só trazem concórdia.  

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