sexta-feira, 27 de maio de 2022

CONFIANÇA

 “Se o meu pai e a minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá” (Salmo 27:10)


Marco Antônio de Morais Alcantara

Não obstante existam boas teologias sobre o cuidado de Deus em nossas vidas, o mundo de hoje está repleto de incertezas, e muitos dos que nos procuram ajudar, na verdade são pobres em palavras que nos possam dar conforto e esperança nos dias difíceis.

Você já conheceu incertezas algum dia? A falta de um norte, ou de uma luz no final do túnel?

Alguma vez você já temeu o poder de estranhos em sua vida?

Não estamos querendo despertar a atenção para uma “blindagem” pessoal, mas sim para um caminho que nos dê confiança.

Neste sentido, temos muito o que aprender com o salmista que escreveu o Salmo 27; aliás, este salmo é muito conhecido, e já foi foi até bastante cantado nas igrejas, em especial no meu tempo de jovem.

Desafiadoras são as perguntas do salmista:

A quem temerei? ou melhor... de quem terei eu medo?

Muita arrogância? Muita ousadia?

Não! E o salmista justifica:

O Senhor é a minha luz, a minha força e a minha salvação.

Este é o segredo do salmista: a sua confiança em Deus.

E você, como reage diante das circunstâncias? E onde está a tua confiança?

 

Ainda, o salmista continua o seu depoimento:

“Quando malfeitores me sobrevém para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é quem tropeçam e caem” (Salmo 27:2). 

Como se diz em um português bem coloquial: "o tiro sai pela culatra".

Talvez seja somente isto o que muitos buscam...

Sim, o salmista declara ter inimigos, certamente alheios à sua vontade, pois ele era o rei Davi.

Mas diante de tudo isso, ele se mostra confiante, e diz que “Ainda que um exército acampasse contra ele, o seu coração não se atemorizaria, e se a guerra estourar contra ele, ainda assim ele terá confiança” (Salmo 27:3).

 

Como dito, o salmista se mostra muito confiante, mas, qual é o segredo para a sua vida de confiança...?

 

Podemos considerar, então, a rotina do salmista.


Conforme os versículos que se seguem, ele dá o seu depoimento de que buscava a presença de Deus, e a sua comunhão com Ele.


Como ele diz:

Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei:

“Que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor, e meditar no seu santo templo. Pois no dia da adversidade, Ele me ocultará no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo me acolherá, elevar-me-á sobre uma rocha” (Salmo 27:5-6).


Isto está se referindo à presença de Deus.

 

Este era o grande motivo da confiança do salmista. A sua vida estava escondida em Deus. 


Existe uma alegoria de Deus como aquele que se coloca como a galinha que protege os seus pintinhos, sob as suas asas. Ele, o salmista, reconhece que a sua vida está inteiramente nas mãos de Deus, e que nada acontece sem a permissão Dele.  

 

Que possamos, então, confiar no Senhor; assim como o salmista, que possamos buscar a intimidade com Ele; que possamos depositar a nossa vida nas mãos Dele, de modo que possamos também dizer como diz o salmista: “Se o meu pai e a minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá” (Salmo 27:10).

 

Note que a ligação do Senhor para conosco é muito mais forte do que os laços mais autênticos que conhecemos aqui na terra.

Termino o texto com a despedida do salmista: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor” (Salmo 27:14).   

 

 


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