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O QUE A IGREJA DEVERIA ESTAR FAZENDO DURANTE A PANDEMIA

  “O Senhor preside aos dilúvios; com rei presidirá para sempre” (Salmo 29:10).


Marco Antônio de Morais Alcantara

A fé é uma coisa de foro íntimo, e que é manifesta perante a sociedade via uma confissão pública. O conjunto dos membros de igrejas evangélicas hoje constitui um setor representativo da sociedade civil, comparativamente às décadas anteriores. Esta sociedade civil pode ser alvo de contingências diversas, as quais podem afetá-la, de modo que, muitas vezes se torna importante a contrapartida dos diversos setores, não obstante a posição pessoal dos seus membros. Independentemente de como a Igreja se auto caracteriza, existe uma expectativa, da parte da sociedade civil, sobre como ela irá atuar, se em sinergia ou em antagonismo, diante das situações probatórias que o mundo passa. O atual quadro da pandemia em decorrência do covid-19 é um exemplo deste tipo de contingência. Procuro, então, apresentar alguns princípios sobre a atuação da igreja, dentro deste tipo de contingência. Estes princípios poderiam ser os seguintes::


-Reconhecer que Deus está acima de tudo, e que cabe aos homens não contender com o que Ele faz, ou com o que Ele permite acontecer. Que nada ocorre fora do conhecimento de Deus. “O Senhor preside aos dilúvios; como rei presidirá para sempre” (Salmo 29:10).

-Crer que Deus sempre tem a sua providência ao longo da história, e que Ele preza pela vida. O mundo já sofreu outras pandemias no passado, assim como secas, e outras desventuras. Deus pode transformar em bênçãos as contingências da vida. Por exemplo, José foi vítima de uma “teoria da conspiração” da parte dos seus irmãos, foi vendido para o Egito, e lá ele foi feito o vice-governador, e, com a sabedoria que Deus lhe Deus, orientou sobre providências que poderiam ser tomadas com relação à grande seca e fome que viria sobre a terra nos anos próximos (Gn. 37-45).

-Buscar saber qual é a vontade de Deus diante dos fatos que acontecem, assim como, os propósitos de Deus que poderiam ser vistos para a Igreja durante a pandemia. Lembrar-se de que a Igreja já passou por outras contingências, como a dispersão no tempo dos apóstolos, e isso serviu para a expansão do evangelho. A Igreja poderia ter uma voz diferente durante as crises, e um papel peculiar à sociedade. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, povo de propriedade exclusiva de Deus, afim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2:9). É a hora da Igreja ser intercessora, e se colocar na brecha diante de Deus pela sociedade.

-Orar para que Deus venha a abreviar os dias da pandemia, e exerça misericórdia para com toda a humanidade. ”Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou com instância para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu. E orou de novo e o céu deu chuvas, e a terra fez germinar seus frutos” (Tiago 5:17-18).

-Interceder pelos que sofrem por causa da pandemia, que tenham a paciência, o consolo e o conforto de Deus (Tiago 5:7-16).

-Não tomar a pandemia como um “castigo para os ímpios”, visto que o juízo de Deus começa pela sua casa (I Pedro 4:17-18).

-Dar a sua contrapartida à sociedade, instruir a população sobre os métodos seguros de prevenção, preconizados pelos serviços de saúde, e de ordem sanitária. Reconhecer que existem muitos profissionais de saúde, professores, pesquisadores cientistas que são servos do Deus altíssimo. A ciência é uma dádiva de Deus e não um produto de rebelião humana. Tanto a boa ciência como a boa religião são perseguidas.

-Orar pelo país, pelas autoridades, e pelo sistema de saúde que temos (I Timóteo 2:1-2).

-Reconhecer que as contingências que podem ocorrer sobre os homens, pode atingir a qualquer um deles, sejam os que cultuam como os que não cultuam, que sacrificam ou os que não sacrificam (Eclesiastes 9:2), assim como, Deus também faz nascer o seu sol sobre justos e injustos (Mateus 5:45).

-Se submeter aos protocolos de segurança impostos pelos sistemas de saúde, por temor ao Senhor (I Pedro 2:13).

-Manter-se em comunhão até o livramento, suportar a provação com paciência, zelar pela vida uns dos outros.


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