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PASSANDO PELO VALE ÁRIDO

 “Bem-aventurado é o homem que suporta a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” Tg. 1:12


A Bíblia fala no Salmo 84: 4-7:

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti. Em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião”.

O texto fala em uma pessoa especial e em circunstâncias da vida. O que podemos esperar da vida? Podemos ter momentos de fartura, de prosperidade, de facilidades, assim como de dias difíceis, árduos, conforme o contexto do mundo em que vivemos. Por exemplo, podemos ver claramente que um país pode experimentar uma conjuntura difícil, dependendo de como está a economia global. Mesmo as secas existem, conforme ilustra o texto. Também nossa vida não se restringe ao contexto financeiro. 


Podemos ter os momentos pessoais de tribulação, os quais são exclusivamente nossos.

Deus promete estar conosco todos os dias. Deus também nos promete que nada nos faltará. Nem recursos, e nem a paz. Jesus disse que até os cabelos de nossa cabeça estão contados. Quando a nossa vida é totalmente entregue à Ele, passamos a viver em extrema dependência dele, assim como somos o constante objeto dos seus cuidados.

Gostamos de ouvir que a benção que esperamos está chegando, contudo, existem dias em que somente nós os conhecemos.

O Salmo 11:5 diz que “O Senhor põe à prova ao justo e ao ímpio; mas ao que ama a violência a sua alma o abomina”.

Neste mundo em que vivemos estamos sujeitos a intempéries, às doenças, aos momentos de “vacas magras”, e Deus não poupa o justo de também estar sujeito ao sofrimento. Deus não o coloca em uma redoma.

Contudo, ele o sustenta. Se cair, Ele o levanta.

O justo tem firme fundamento em Deus. Diante das crises, ele sabe que Deus está ciente de tudo. Espera, pois, na providencia de Deus. Procura usufruir daquele momento.

Diante de uma situação que não nos agrada, muitas vezes estamos mais seguros ali com Deus, do que fora dela sem a direção de Deus.

Uma questão que levantamos é: porque o justo sofre?

Às vezes estamos sujeitos a experimentar um deserto em nossa vida. O deserto pode ser um lugar de provação, de conhecer os nossos propósitos, de amadurecimento, de preparação e de dependência de Deus.

Em Deuteronômio 8:2-4 o texto diz:

“Recordar-te-ás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os teus mandamentos. Ele te humilhou e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo que procede da boca do Senhor, disso viverá o homem. Nunca envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos”. 
   
Existem coisas que, quando nos sobrevém nós não as entendemos, mas, como se pode dizer, “elas fazem parte do jogo”, mas, não se esqueça, que nós estamos sendo assistidos e supervisionados por Deus.

Quando sofremos, podemos ter a tendência de questionar a Deus. Mas, e de nossa parte, quantas vezes nós jogamos a nossa vida pelo ralo, e Deus, na sua misericórdia, nos sustenta. Como diz o texto: “Quando eu digo: resvala-me o pé, a tua benignidade, Senhor, me sustém” (Salmo 94:18).

As tribulações têm o propósito o de nos aperfeiçoar para a vida cristã.

O apóstolo Tiago nos diz em sua carta: “Bem-aventurado é o homem que suporta a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” Tg. 1:12).

Voltando ao versículo inicial sobre o vale árido, verifica-se que, tanto o velho, como o novo testamento, abordam as provações como sendo elas inerentes à vida cristã, onde, o servo de Deus, não esmorece e, quando vitorioso, recebe de Deus a aprovação.

Este tipo de sofrimento não é punitivo, e nem meritório, mas é para o nosso aperfeiçoamento.
Em I Pedro 1:6-7 diz:

“Nisso exultais, embora, no presente, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que o valor da vossa fé, uma vez confirmado, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de jesus Cristo”.
  

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