quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O privilégio de ser um membro operante na Igreja e na sociedade

 "Vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa Luz (I Pedro 2:9)"

Marco Antônio de Morais Alcantara

Quero levantar algumas questões sobre os papéis exercidos pelos pastores e pelos membros de Igreja. Podemos falar seguramente que tanto um como outro receberam um chamado, e foram vocacionados para àquilo que ocupam. Este é o conceito que eu tenho desde a minha formação na Igreja. O chamado pode incluir tanto a ministração da palavra e da doutrina, como o testemunho na sociedade. Recentemente temos visto um protagonismo dos pastores na sociedade, e e um papel pouco definido para membros, os quais não tem a oportunidade de exercer a aplicação de suas maturidades bíblicas e de suas experiências cristãs.

 

Poucos são homens de Deus atuantes que a sociedade conhece hoje, mas, homens que ocupam os púlpitos tem procurado também deliberar, mesmo fora do meio eclesiástico. sobre questões que normalmente são tratadas no meio secular, e que exigiriam uma preparação específica.

Um crente com compromisso e maturidade bíblica pode fazer muito na sociedade. 

Não existe o sagrado e o profano, mas tudo depende da maneira como cada um que confessa o Senhor se manifesta na sociedade.

O pastor pode ser um obreiro em tempo integral, e se ocupar em ministrar a palavra, mas, antes de tudo, o pastorado é somente um dos dons que Deus concede na Igreja, a qual compreendemos que é o seu corpo vivo aqui na Terra.

Existem também outros dons, os quais só podem ser exercidos por pessoas nascidas de novo, que são capazes de discernir a palavra, aconselhar, e lidar com os que se opõem a ela. Têm-se então o dom de ensino, de governo, de profecia, de ciência na palavra, e de misericórdia, entre outros (Romanos 12:3-8).

Estes dons podem ser exercidos também pelos membros, e para todos eles é necessário a preparação, a capacitação do alto, a prestação de contas, e a aprovação de Deus.

O campo de atuação pode ser tanto na Igreja como na sociedade.

Alguns podem ter sido também chamados para servir a Deus na sociedade, pelas funções que eles ocupam. Pelo benefício que eles trazem, e pelo testemunho que eles apresentam. 

Lamentavelmente muitas dessas funções requerem formação acadêmicas que poucos crentes buscam.

Cada um deve estar na vocação a que foram chamados, pois quem capacita é um só, Deus.

O mundo eclesiástico e o mundo secular não fazem que as atividades que se exercem  sejam mais ou menos espirituais; para um convertido tudo deve ser feito como que para o Senhor.

As funções que as pessoas exercem, seja na Igreja, ou na sociedade não tornam a pessoa mais espiritual, pelo contrário, é a santificação das mãos que operam que santifica o local, onde esta pessoa atue.   

Deus cobra de todos no seu devido tempo, pelo bem não feito ou pelo mal que tenha sido feito dentro de suas esferas de atuação. Dentro deste sentido, consideramos que Deus chama, capacita e distribui seus recursos espirituais a cada um, individualmente.

Doa pontoa de vista dos crentes na sociedade, a Bíblia diz que os justos suscitam bênçãos às suas cidades, assim como, a cidade se exulta, mas a boca dos perversos é derrubada (Provérbios 11:11).

Cabe então considerar a importância do protagonismo dos crentes, e não menosprezar o papel destes na sociedade, papel este que não pode ser feito por sacerdotes.

Todo crente com maturidade bíblica tem unção para desenvolver um ministério onde ele está plantado. 

Nisto consiste a capilaridade na pregação do reino de Deus.

O apóstolo Paulo fala aos Filipenses que eles são luzeiros no mundo, que resplandecem nas trevas em meio a uma geração pervertida e corrupta (Filipenses 2:15). 

Paulo ainda fala que Deus é quem opera e nós tanto o querer (chamado) como o realizar (capacitação e dinamismo), Filipense 2:13.

Jesus Cristo disse que nós somos a luz do mundo, e a nossa luz deve brilhar para que glorifiquem ao nosso Pai que está nos Céus (Mateus 5:14-16). 

Jesus disse que a luz não deve ficar escondida, senão ela não tem eficácia.

Jesus também disse antes que nós somos o sal da terra (Mateus 5:13). 

Sabemos que o sal preserva os alimentos, e age por capilaridade, modificando o todo.

Ainda, o apóstolo Pedro diz que nós somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, para proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa Luz.

Nós temos responsabilidades sobre o nosso papel nesse processo.

O melhor modo de ensinar, é mediante o nosso exemplo e o testemunho.

Neste sentido perguntamos:

Como está a Igreja de Cristo hoje?

Como poderemos colaborar com a evangelização do mundo, se não cumprimos com o nosso papel, e ainda nos colocamos sob as mesmas condenações?   

A luz está escondida?

O sal se tornou insípido? 

Jesus nos adverte que o sal, quando e torna insípido perde a sua função, e para nada mais serve além de ser pisado pelos homens.  

  

 


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