Marco Antônio de Morais Alcantara
Quero levantar algumas questões sobre os papéis exercidos pelos pastores e pelos membros de Igreja. Podemos falar seguramente que tanto um como outro receberam um chamado, e foram vocacionados para àquilo que ocupam. Este é o conceito que eu tenho desde a minha formação na Igreja. O chamado pode incluir tanto a ministração da palavra e da doutrina, como o testemunho na sociedade. Recentemente temos visto um protagonismo dos pastores na sociedade, e e um papel pouco definido para membros, os quais não tem a oportunidade de exercer a aplicação de suas maturidades bíblicas e de suas experiências cristãs.
Poucos são homens de Deus atuantes que a sociedade conhece hoje, mas, homens que ocupam os púlpitos tem procurado também deliberar, mesmo fora do meio eclesiástico. sobre questões que normalmente são tratadas no meio secular, e que exigiriam uma preparação específica.
Um crente com compromisso e maturidade bíblica pode fazer muito na sociedade.
Não existe o sagrado e o profano, mas tudo depende da
maneira como cada um que confessa o Senhor se manifesta na sociedade.
O pastor pode ser um obreiro em tempo integral, e se ocupar
em ministrar a palavra, mas, antes de tudo, o pastorado é somente um dos dons
que Deus concede na Igreja, a qual compreendemos que é o seu corpo vivo aqui na
Terra.
Existem também outros dons, os quais só podem
ser exercidos por pessoas nascidas de novo, que são capazes de discernir a
palavra, aconselhar, e lidar com os que se opõem a ela. Têm-se então o dom de
ensino, de governo, de profecia, de ciência na palavra, e de misericórdia,
entre outros (Romanos 12:3-8).
Estes dons podem ser exercidos também pelos membros, e para
todos eles é necessário a preparação, a capacitação do alto, a prestação de
contas, e a aprovação de Deus.
O campo de atuação pode ser tanto na Igreja como na
sociedade.
Alguns podem ter sido também chamados para servir a Deus na sociedade, pelas funções que eles ocupam. Pelo benefício que eles trazem, e pelo testemunho que eles apresentam.
Lamentavelmente muitas dessas funções requerem formação
acadêmicas que poucos crentes buscam.
Cada um deve estar na vocação a que foram chamados, pois
quem capacita é um só, Deus.
O mundo eclesiástico e o mundo secular não fazem que as atividades que se exercem sejam mais ou menos espirituais; para um convertido tudo deve ser feito como que para o Senhor.
As funções que as pessoas exercem, seja na Igreja, ou na
sociedade não tornam a pessoa mais espiritual, pelo contrário, é a santificação
das mãos que operam que santifica o local, onde esta pessoa atue.
Deus cobra de todos no seu devido tempo, pelo bem não feito
ou pelo mal que tenha sido feito dentro de suas esferas de atuação. Dentro deste
sentido, consideramos que Deus chama, capacita e distribui seus recursos espirituais
a cada um, individualmente.
Doa pontoa de vista dos crentes na sociedade, a Bíblia diz
que os justos suscitam bênçãos às suas cidades, assim como, a cidade se exulta,
mas a boca dos perversos é derrubada (Provérbios 11:11).
Cabe então considerar a importância do protagonismo dos
crentes, e não menosprezar o papel destes na sociedade, papel este que não pode
ser feito por sacerdotes.
Todo crente com maturidade bíblica tem unção para desenvolver um ministério onde ele está plantado.
Nisto consiste a capilaridade
na pregação do reino de Deus.
O apóstolo Paulo fala aos Filipenses que eles são luzeiros no mundo, que resplandecem nas trevas em meio a uma geração pervertida e corrupta (Filipenses 2:15).
Paulo ainda fala que Deus é quem opera e nós tanto o querer (chamado) como o realizar (capacitação e dinamismo), Filipense 2:13.
Jesus Cristo disse que nós somos a luz do mundo, e a nossa luz deve brilhar para que glorifiquem ao nosso Pai que está nos Céus (Mateus 5:14-16).
Jesus disse que a luz não deve ficar escondida, senão ela não tem
eficácia.
Jesus também disse antes que nós somos o sal da terra (Mateus 5:13).
Sabemos que o sal preserva os alimentos, e age por capilaridade, modificando o todo.
Ainda, o apóstolo Pedro diz que nós somos raça eleita,
sacerdócio real, nação santa, para proclamarmos as virtudes daquele que nos
chamou das trevas para a sua maravilhosa Luz.
Nós temos responsabilidades sobre o nosso papel nesse
processo.
O melhor modo de ensinar, é mediante o nosso exemplo e o testemunho.
Neste sentido perguntamos:
Como está a Igreja de Cristo hoje?
Como poderemos colaborar com a evangelização do mundo, se não
cumprimos com o nosso papel, e ainda nos colocamos sob as mesmas condenações?
A luz está escondida?
O sal se tornou insípido?
Jesus nos adverte que o sal,
quando e torna insípido perde a sua função, e para nada mais serve além de ser
pisado pelos homens.

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